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Título: Papa João Paulo II
Autor(a): Portal Terra
 

 

Karol Wojtyla: de Lolek a João Paulo II
Carolina Cimenti/Redação Terra

Karol Wojtyla nasceu no dia 7 de maio de 1920, uma época de guerra entre a Polônia e a República Soviética, na cidade de Vadovice. Sua mãe, Olga, tinha a saúde debilitada, mas o mimava muito. Chamava Karol de Lolek e às vezes de Lolus - o diminutivo do apelido. Seu pai era um tenente do exército polonês, mas velho demais para ir ao front, por isso, sempre ajudou na criação dos filhos. Karol tinha também um irmão mais velho, Edmund, por quem nutria muita admiração.

Antes dos 21 anos, o futuro papa já havia perdido toda a sua família. A mãe morrera quando ele tinha apenas oito anos. Pouco depois morreu o irmão, que estudava medicina e foi vítima de uma epidemia em um hospital. Em 1941, morreu seu pai em um dos mais rigorosos invernos da Polônia. Nesta época, Karol Wojtyla, que adorava poemas, escreveu um lembrando a dor e Deus:

Sei que sou pequeno/ Mas há outros ainda menores que eu/ Ele me escolheu, Ele me lança nas cinzas/ Ele pode fazer isso - mas por quê?/ Por que fazer isso comigo?/ Ele é o provedor.

Bem antes de se tornar o Papa João Paulo II, em 16 de outubro de 1978, Wojtyla já era um exemplo de cidadão. Da infância em Vadovice aos retiros religiosos no Vaticano, ele foi o melhor aluno nas escolas e universidades por onde passou. Falava alemão, latim e grego.

Adorador do futebol, Karol não só teve diversos amigos judeus, como jogava freqüentemente como goleiro no time dos judeus de sua cidade. Aos 14 anos, atuou como ator e roteirista em peças de teatro em Cracóvia, trabalhou como britador em uma pedreira e até entrou na lista negra do nazismo, que ocupou a Polônia de 1939 a 1945.

Wojtyla virou padre aos 26 anos, arcebispo aos 43 e cardeal aos 46.

Antes de completar 34 dias de pontificado, no dia 28 de setembro de 1978, João Paulo I morreu de efarte agudo do miocárdio, segundo o Vaticano. O Conclave que o elegeu havia sido longo, mas já estava na hora de mais um ser feito. Três dias depois, a fumaça branca saía da chaminé ao lado da Capela Sistina, anunciando que o novo pontífice estava escolhido. Todas as previsões dos especialistas fracassaram. Esperavam um italiano, receberam o cardeal polonês Karol Wojtyla, de 58 anos e bom trânsito entre os bispos.

O papa escolheu o nome João Paulo II para homenagear seu antecessor. A primeira vez que falou com a multidão que lotava a Praça de São Pedro, ganhou a simpatia de todos. "Se eu errar meu italiano, vocês me corrijam, por favor", pediu o Papa. No dia 25 de janeiro de 1979, o novo papa desceu as escadas do jumbo da Alitália, deu um passo à direita do tapete vermelho, curvou-se, beijou o solo da República Dominicana, e disse: "Viajarei por onde me chamarem as exigências da fé e dos valores humanos". Na hora, as pessoas acharam que tratava-se de uma frase de efeito, mas não. Nenhum outro papa beijou tantos solos como João Paulo II.

O beijo no solo é um gesto que o Sumo Pontífice usa para abençoar o local. O mesmo papa só deve beijar uma vez um país, reza o rito da Igreja Católica. Quebrando a tradição, João Paulo beijou duas vezes o solo brasileiro. A primeira ocorreu em Brasília, em 1980. E a segunda em Natal, em 1991, uma bênção fora do programa. No primeiro beijo, em 1980, caiu o solidéu.

Somente 12 papas na História da humanidade, de um total de 264, reinaram mais tempo do que João Paulo II. O recorde absoluto é de São Pedro, o primeiro papa, que teve um pontificado de entre 34 e 37 anos - não há dados exatos para confirmar a data precisa. O polonês Karol Wojtyla é o primeiro não-italiano a ocupar o cargo desde o holandês Adrien VI, que morreu em 1523.

O Papa Peregrino
André Malinoski/Redação Terra

João Paulo II se notabilizou em seu pontificado por ter sido o papa que mais realizou viagens. Desde 1978, quando assumiu o posto no Vaticano, o polonês já visitou 123 países, em 1,2 milhão de quilômetros percorridos. Nada além de cumprir o que havia prometido: ao virar papa, João Paulo II avisou que levaria a religião aos quatro cantos do mundo.

Em 25 de janeiro de 1998, o Papa esteve em Havana, capital de Cuba, onde permaneceu por cinco dias. O convite partiu do presidente cubano Fidel Castro. Foi a primeira vez que um Santo Padre rezou uma missa campal na ilha comunista. Mas um sonho foi impossível, até hoje, para João Paulo II: uma visita a Moscou, a capital da Rússia e grande berço do socialismo. O governo russo simplesmente não autoriza a visita do Santo Padre.

A viagem mais famosa de João Paulo II ocorreu ao santuário de Fátima, em Portugal. Era o dia 13 de maio de 2000. Naquele sábado, a Igreja Católica surpreendeu o mundo ao anunciar a Terceira Revelação de Fátima. Na ocasião, o polonês beatificou os irmãos Francisco e Jacinta Marto. Os dois pastores teriam visto junto de Lúcia, que ainda vive em um mosteiro português, a Virgem Maria no ano de 1917. Neste mesmo ano, o Papa conseguiu realizar uma das viagens que mais queria, através da Terra Santa, Israel.

As próximas viagens do Papa deverão ser à Grécia, Síria e Malta de 4 a 9 de maio, segundo informações do Vaticano. João Paulo II vai fazer a visita à Grécia para realizar o seu sonho de seguir os passos do apóstolo Paulo.

Papa sofre atentado em 1981
André Malinoski/Redação Terra

João Paulo II sofreu um atentado na tarde de 13 de maio de 1981, em sua própria casa. No meio da Praça de São Pedro, no Vaticano, o turco Mehemed Ali Agca disparou três vezes contra o Papa. As balas o atingiram no abdômen e no braço, e uma multidão de pessoas presenciou o incidente. Alguns fotógrafos registraram a pistola Browning de nove milímetros empunhada no meio do povo.

O terrorista Agca foi condenado à prisão perpétua. Dois anos após o atentado, o Papa visitou o turco na cadeia de Ancona, na região central da Itália. No ano de 2000, Agca ganhou a anistia da Justiça italiana. Ele foi extraditado para a Turquia, onde cumpre pena pelo assassinato do jornalista Abdi Ipecki, em 1978.

O atentado e o 3º segredo de Fátima
A Igreja Católica surpreendeu o mundo no ano 2000 quando foi revelado o terceiro segredo de Fátima, que em 1917 teria aparecido para três crianças em Portugal. Segundo a análise do Vaticano, o segredo estaria relacionado ao atentado contra o Papa. Curiosamente, os disparos contra o Santo Padre foram feitos em 13 de maio. Nossa Senhora fez uma de suas aparições às crianças neste dia. O Sumo Pontífice sempre afirmou que a Virgem Maria teria "desviado as balas". Pouco tempo depois de sua recuperação, João Paulo II foi até Fátima agradecer por ela ter salvo a sua vida.

Conforme divulgou o secretário de Estado do Vaticano, Angelo Sodano, o terceiro mistério anunciado pela Virgem aos pastores era a imagem de um bispo vestido de branco que caminhava entre os corpos de mártires caídos ao chão, aparentemente mortos, sob uma chuva de disparos. A Praça de São Pedro é rodeada de imagens de santos e mártires. A revelação do mistério encerrou décadas de suposições, muitas delas relacionando o segredo a profecias apocalípticas como o fim do mundo.

Médico da equipe papal confirma que João Paulo II sofre de mal de Parkinson
Carolina Cimenti/Redação Terra

Em janeiro de 2001, o ortopedista italiano Gianfranco Fineschi, que operou o Papa após uma fratura na perna em 1994, confirmou o que vários outros médicos já haviam dito: João Paulo II sofre do mal de Parkinson. Pela primeira vez na história um médico da equipe papal citou o nome da doença que atinge o homem forte do Vaticano.

O médico deixou clara a sua preocupação com a saúde do Santo Padre depois de um ano exaustivo para ele, 2000, quando a Igreja Católica comemorou o Jubileu. A agenda de João Paulo II nunca esteve tão cheia de atividades. "Fico muito preocupado cada vez que o Papa viaja, ou cada vez que se sente cansado durante uma cerimônia oficial", confessou Fineschi na oportunidade. "Eu deveria recomendar-lhe descanso, mas seria inútil. As operações às quais foi submetido e o mal de Parkinson têm feito com que ele sofra muito".

O Vaticano nunca reconheceu que João Paulo II sofre do mal de Parkinson, apesar do polonês de 80 anos apresentar fortes tremores na mão direita desde o início dos anos 90. Em outubro de 1996, o porta-voz do Vaticano Joaquín Navarro-Valls, um médico experiente, afirmou que o Papa sofria de um mal neurológico "extrapiramidal". Ainda segundo o Vaticano, o Papa sofreria de problemas neurológicos desde 1981, quando foi vítima de um atentado na Praça de São Pedro.

O Mal de Parkinson é uma doença neurológica que avança devagar até atingir todo o corpo, causando tremores nos braços, nas pernas e, por fim, na cabeça. Os sintomas podem ser controlados por medicamentos, mas a cura da doença não existe.

Vaticano: um país cercado de muros
Carolina Cimenti/Redação Terra

O Vaticano é um país cercado por muros onde residem o Papa e os chefes da igreja católica romana. É o menor Estado independente do mundo, localizado no centro da capital da Itália, Roma, e dominado pela grande basílica de São Pedro. O país tem seu próprio jornal, moeda, selos, estação de rádio e ferrovia. Cerca de 700 pessoas - todas estrangeiras, pois ninguém nasceu no Vaticano - moram no local. Porém, milhares de turistas o visitam diariamente atrás do museu, da biblioteca e das pinturas renascentistas abertas ao público.
Área:
área total: 0,44 km²
Costa: 0 km (fica no meio da cidade de Roma)
População: 870 (dado de julho de 1999)
Taxa de crescimento populacional: 1,15% (1999)
Línguas: Italiano, latim e muitas outras

Governo
Nome oficial: Estado da Cidade do Vaticano
Nome oficial local: Santa Sede
Símbolo: VT
Tipo: Estado monárquico sacerdotal
Capital: Vaticano
Constituição: Constituição apostólica de 1967
Sistema de voto: cardeais de menos de 80 anos

Executivo:
Chefe de Estado: Papa JOÃO PAULO II (desde 1978)
Chefe de governo: Secretário de Estado Arcebispo Ângelo Cardinal SODANO (desde 1990)
Gabinete: Comissão Pontifícia - escolhida pelo papa
Legislativo: Comissão Pontifícia unicameral
Judiciário: nenhum

Economia
Receita: $175,5 milhões
Despesas: $175 milhões (1994)
Indústrias: imprensa, mosaicos, roupas (uniformes), bancos e atividades financeiras
Moeda: 1 lira do Vaticano (VLit)

Transportes
Ferrovias: total 862 metros

Comunicações
Sistema telefônico: 2 mil telefones
Rádio: estações: AM 3. FM 4.

Defesas
A defesa da área é de responsabilidade da Itália. A Guarda do Papa é feita por guardas suíços


O funcionamento do Conclave
André Malinoski/Redação Terra

O Colégio de Cardeais é o responsável por escolher quem será o próximo papa. Votam na escolha do líder religioso todos os cardeais com menos de 80 anos. O sucessor de João Paulo II será escolhido por cerca de 130 cardeais das mais diversas nacionalidades. O processo de votação - chamado de Conclave - é secreto e a portas fechadas. Não existe uma data marcada para a próxima eleição, em geral elas ocorrem quando o papa morre. Porém, suspeita-se que a data para a escolha do próximo papa ocorra logo por causa da saúde de João Paulo II.

Quando o novo papa é escolhido pelos cardeais, fumaça branca é expelida do Vaticano. Enquanto o processo de escolha ainda está em andamento, a fumaça expelida é cinza. Milhares de fiéis comemoram o instante considerado o mais importante da Igreja Católica. João Paulo II foi eleito em 1978, e se tornou o papa peregrino da história. O próximo, terá que administrar 1 bilhão de fiéis, 4,5 mil bispos, 400 mil padres, 800 mil freiras e 2,3 milhões de missionários laicos.

Devido aos inúmeros problemas de saúde do atual papa, que está com 80 anos, existem boatos sobre a hipótese de uma renúncia. A decisão está prevista no código de direito canônico, e chegou a ser sugerida pelo bispo alemão Karl Lehman. Porém, segundo as pessoas mais próximas de João Paulo II, ele pretende cumprir sua missão até o fim.

O próximo pontífice
Os especialista consideram muito arriscado prever o perfil do próximo pontífice. Eles acreditam que existem muitas possibilidades de o sucessor de João Paulo vir do continente latino-americano, a chamada "fábrica de católicos". É possível, ainda, que o próximo papa tenha uma idade que oscile entre 64 e 68 anos, já que a metade dos cardeais estão nesta faixa de idade. Um dos maiores desafios do sucessor do papa polonês, será firmar a paz ecumênica com a Igreja Ortodoxa russa, ou seja, visitar Moscou.

Conheça os alguns nomes que poderão suceder João Paulo II
André Malinoski/Redação Terra

O papa João Paulo II completou 22 anos de pontificado em 2000, mas as expectativas sobre o seu sucessor existem desde o início dos anos 90, quando a saúde do polonês começou a sofrer baixas. Especialistas em assuntos do Vaticano e papados são quase unânimes em afirmar que o sucessor de João Paulo deverá ser alguém capaz de comandar a igreja nas mudanças dos tempos. A nacionalidade do novo papa e a idade não deverão contar muito na eleição.

O cardeal Carlo Maria Martini é considerado o mais papável dos papáveis, segundo o escritor e jornalista italiano Giancarlo Zizola, um dos especialistas no assunto. Porém, Martini, de acordo com o Zizola, não seria muito bem visto aos olhos da Cúria. Outro forte candidato ao trono de papa é o monsenhor Giovanni Battista Re. O seu nome passou a ser lembrado depois da exoneração que sofreu do posto de substituto da Secretaria de Estado. Era idéia de João Paulo II nomear Re como subsecretário de Estado, mas o grupo de comando não suportou a idéia de um homem de confiança do polonês com tantos poderes.

Do lado oposto ao estilo de João Paulo II está o grupo de Angelo Soldano. O cardeal Soldano não tolera a idéia fixa de João Paulo sobre a importância do mea-culpa da Igreja Católica pelos seus erros históricos. Se por algum motivo político Martini não for candidato, o cardeal de Gênova, Dionigi Tettamanzi tem o seu nome lembrado pelas ruas de Roma. O principal motivo seria a união dos setores reformista e moderado da Igreja Católica. Mas arriscar um palpite pode ser perigoso. O próprio João Paulo II não deixou de ser uma surpresa em 1978.


Papas do Século XX

 

Onde você encontra mais sobre o assunto
Carolina Cimenti/Redação Terra

 

Livros:

Sua Santidade: João Paulo II e a história oculta do nosso tempo, de Carl Bernstein e Marco Politi
O livro de 591 páginas é uma investigação dos dois jornalistas, um americano e um italiano, sobre a ligação de João Paulo II e o ex-presidente dos EUA, Ronald Reagan, para derrubar o socialismo na União Soviética e no mundo.

A viagem de Theo, de Catherine Clemont
O livro leva o leitor por uma viagem através das principais capitais religiosas do mundo, de Jerusalém a Calcutá, do Cairo a Salvador, todos os detalhes das mais diversas religiões são explicados. Tudo como pano de fundo da história entre uma mulher e seu sobrinho doente.

Links:


www.beliefnet.com - Todos os tipos de religião

www.iclnet.org/pub/resources/christian-resources.html - Traduções da Bíblia para vários idiomas

www.cienciadareligiao.minas.net - Estudos acadêmicos de religiões

www.clonejesus.com - Seita usa Internet para divulgar a idéia de clonar Jesus

www.edeus.org - Integração do homem com Deus

www.stories.org.br - Relatos de pessoas que mudaram a vida depois da religião

www.buscacatolica.com.br - Busca da comunidade católica

www.cnbb.org.br - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

www.terra.com.br/padremarcelo/ - Padre Marcelo Rossi

www.theconfessor.co.uk - Confessionário virtual, entre conte os seus pecados para ser absolvido

 



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