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Título: A Abominável Desolação
Autor(a): Sergio Vitorino Cesari
 

 

A Abominável Desolação

 

               Essa expressão de Jesus não faz senão confirmar as profecias de Daniel. Nas suas revelações, o arcanjo Gabriel aborda várias vezes essa questão. Já no Evangelho, Jesus recomenda essa leitura por ser de capital importância para o nosso conhecimento e discernimento: "Quando virdes a abominável desolação no lugar santo - onde não deveria estar -, predita pelo profeta Daniel, quem o ler procure entender" (Mt 24,15; Mc 13,14). Essa "abominável desolação" já deu o que falar através de dois milênios de interpretações. Jesus e Maria, em Suas atuais mensagens, nos explicam tudo. Cessem, por isso, todas as especulações a respeito. Também aqui valem as palavras: "O que vem do alto é superior a todos" (Jo 3,31).

               Eis as palavras de Daniel: "[...] No meio da semana [de anos] fará cessar o sacrifício e a oblação, e nesse tempo haverá abominável desolação, até que a ruína decretada caia sobre a desolação" (Dn 9,27). "Será uma época de tal devastação como jamais houve igual desde que as nações existem, até aquele momento" (Dn 12,1). E ainda: "Será num tempo, tempos e metade de um tempo [um ano, dois anos e metade de um ano], no momento em que a força do povo santo for inteiramente rompida [perseguições] que todas essas coisas se cumprirão" (Dn 9,27). "Desde o tempo em que for suprimido o sacrifício perpétuo e estabelecida a abominável desolação, transcorrerão mil duzentos e noventa dias" (Dn 12,11). Trata-se da supressão oficial da missa e da Eucaristia, dentro da própria Igreja católica, da mesma forma como já foram abolidas na maioria das denominações cristãs. Será a missa substituída por outras cerimônias sem qualquer valor, a não ser de mera lembrança da última ceia, quando todos sabemos que a missa constitui a renovação autêntica, verdadeira, real e mística do sacrifício redentor da cruz.

               "Tu não me enganas", assim invectiva Jesus o anticristo, "porque sei que, sob tua máscara de cordeiro, escondes uma horrível catástrofe para a humanidade, tal como o mundo nunca viu. O teu objetivo é abolir o Meu sacrifício [cf. Dn 12,11] e substituí-lo pela iniqüidade e pela mentira" (5 a 29/8/90).
               A surpresa da missa será o grande sinal do início das calamidades.
               Nossos irmãos protestantes, tão denotados intérpretes da Bíblia, explicam essa profecia da seguinte maneira: os judeus reconstruirão o Templo, passando a oferecer sacrifícios como outrora: bois, ovelhas e outras oferendas, quando "no meio da semana" (Dn 9,27), tais sacrifícios serão drasticamente abolidos, faltando ainda 1.290 dias para a volta de Cristo (cf. Dn 12,11-12).

               Entretanto, Jesus e Maria, por dezenas de vezes, explicam que a profecia se refere ao verdadeiro sacrifício da nova aliança: a missa. Como os protestantes não atribuem à missa valor de sacrifício, reportam-se à restauração temporária dos sacrifícios do Antigo Testamento. Diferente, porém, é o raciocínio de Maria que assim explica ao padre Gobbi:
"A missa renova o sacrifício consumado por Jesus no Calvário. Acolhendo a doutrina protestante, dir-se-á que a missa não é um sacrifício, mas somente a santa ceia, ou seja, a recordação do que Jesus fez na última ceia; e assim será suprimida a celebração da santa missa. Nessa abolição do sacrifício cotidiano consiste o horrível sacrilégio cometido pelo anticristo, cuja duração será de aproximadamente três anos e meio, isto é, de 1.290 dias" (31/12/1992).               Em Suas mensagens a Vassula, Jesus não se cansa de lembrar a grande calamidade e de ameaçar esses "vendilhões" e "corruptores":
"O Meu regresso é iminente [...]. Acaso não lestes ainda que deveis manter-vos despertos e vigilantes, para que, ao verdes a abominável desolação, já anunciada pelo profeta, surgir no Meu santuário, saibais que será esse o sinal do fim dos tempos, anunciado pelo profeta? [...] Os meus opressores pensam triunfar, e os vendilhões julgam poder continuar fazendo comércio em Meu santuário... Eles, que se infiltraram na Minha Igreja, ficarão espantados, e todos os corruptores serão abatidos. A todos eles Eu digo: "Vós, que corrompestes a vossa sabedoria, comercializando a Minha imagem, trocando-a por uma estátua inanimada, um falso deus, um ídolo; vós, que lutais para erguer essa abominação devastadora e abolir o Meu sacrifício perpétuo, vós bebereis em cheio o cálice da Minha justiça" (22/10/1991).
"Do Meu sacrifício perpétuo fizestes um objeto de escárnio, uma imitação sem valor, uma abominável desolação... Mas estes são oçs sinais dos tempos; a vossa grande apostasia e o espírito de rebelião, que é o anticristo destes vossos dias, e a abominável desolação" (16/7/1991).
               Essa abolição oficial da missa, que virá, como dissemos, após o afastamento do Papa João Paulo II, será decretada pela autoridade máxima da Igreja, o anticristo, em nome de um malfadado modernismo, doutrina que então será invocada para justificar tamanho sacrilégio.

 

 Efêmera Fúria

 

               Começará, a partir daqui, uma desagregação completa na Igreja católica em todo o mundo, conforme reza a profecia: "Fere o pastor [Papa João Paulo II], para que as ovelhas sejam dispersas; então estenderei a mão aos pequenos" (Zc 13,7). então cardeais se posicionarão contra cardeais, bispos contra bispos, cristãos contra cristãos. É o próprio Jesus quem o descreve a Vassula:
"Todas essas coisas que Eu predisse acontecerão agora rapidamente, nada poderá ser evitado. Eu vos falei da apostasia, essa apostasia que impede a ação dos Meus melhores amigos e os mantém desarmados pela rapidez e amplitude das articulações. Não disse Eu que os cardeais se oporiam aos cardeais e que os bispos criticariam os bispos, e que são numerosos aqueles que vão pelo caminho da perdição? Com as suas contínuas dissensões, eles enfraquecem a Minha Igreja. Hoje esse espírito de rebeliào cresce no interior do Meu santo lugar [cf. mt 24,15]" (19/2/1993).
               O "santo lugar" a que Jesus se refere é o próprio centro da Igreja católica: a Basílica de São Pedro.
               Quem sofrerá as conseqüências deletérias serão as ovelhas do rebanho que, desorientadas, não saberão mais a quem recorrer e se dispersarão. Mas dentro da hierarquia sempre haverá alguns que permanecerão fiéis à doutrina milenar da missa e da Eucaristia. Durante esse turbulento período de 1.290 dias, muitos bispos e sacerdotes fiéis continuarão a celebrar a santa missa. Serão por isso perseguidos e uns quantos perecerão, imolados como cordeiros, pelos agentes que se encontram a serviço da efêmera fúria triunfante da segunda besta do Apocalipse.
               Não está claramente definido se isso acontecerá em todo o mundo. As vítimas da perseguição vêm mencionadas na abertura do quinto selo (cf. Ap 6,9-11), mas a sua chacina ocorre na abertura do quarto selo (cf. Ap 6,7-8). Fala-se ali na jurisdição sobre a quarta parte da terra, para matar de diversas maneiras.
               Maria prometeu dispensar uma proteção especial aos povos da América Latina, conforme revelou ao padre Gobbi, em Quito:
"Desejo revelar-vos os desígnios de graça e de misericórdia que vossa Mãe celeste vos prodigaliza: Considero esta parte da terra como preciosa propriedade minha. [...] Eu salvarei a América Latina" (27/12/1992).Assim prometeu, sem deixar de lamentar os desmandos e as imoralidades que aqui se cometem, a par da descrença que se alastra por toda a parte.

 


 
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